Reginaldo Rossi morre aos 69 anos em Recife
cantor e compositor Reginaldo Rossi morreu na madrugada desta sexta-feira, 20, aos 69 anos. Ele estava internado desde o dia 27 de novembro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São José, na área central do Recife (PE), para tratamento de um câncer no pulmão. O cantor chegou a ter uma melhora na última terça-feira, 17, mas apresentou um quadro de fadiga muscular e precisou ser entubado novamente, onde voltou a respirar com ajuda de aparelhos na quinta, de acordo com o boletim médicoO músico também voltou a ficar dependente de ventilação mecânica e a usar medicamentos para manter a pressão arterial. Ele ainda estava fazendo hemodiálise, pois estava sem diurese (produção de urina feita pelos rins).
Câncer no pulmão
Reginaldo foi diagnosticado com um com câncer no pulmão no dia 11 de
dezembro. A revelação foi feita pelo médico Jorge Pinho, da equipe
médica do Hospital Memorial São José. Uma biópsia confirmou a doença. O
primeiro ciclo das sessões de quimioterapia começou no mesmo dia.
No dia 27 de novembro, o cantor chegou ao hospital se queixando de
dores no peito e os médicos acharam melhor levá-lo direto para a Unidade
de Terapia Intensiva (UTI), onde ele passou por vários exames visando
identificar a causa do desconforto.
Após a descoberta de um nódulo da axila direita, o cantor passou por uma cirurgia para a retirada do tumor, no dia 4 de dezembro. Dias depois, a biópsia indicou que se tratava de um câncer.
Rei do Brega
Nascido em Recife, o cantor e compositor ganhou fama e ficou conhecido
como o "Rei do Brega". Entre seus maiores sucessos estão músicas como Garçom, A raposa e as uvas, Em plena lua de mel e Leviana. Reginaldo faria 70 anos em 14 de fevereiro do ano que vem.
Cantor pernambucano faria 70 anos no próximo dia 17 de fevereiro
O pernambucano Reginaldo Rodrigues Santos Rossi nasceu em 14 de
fevereiro de 1944 e começou a carreira musical na década de 1960 em meio
aos estudos de engenharia civil. Fazia imitações de Roberto Carlos em
bares e casas noturnas de Recife enquanto dava aulas de física e
matemática.
Tendo os Beatles como maior referência, orgulhava-se em dizer que era o
primeiro cantor de rock do nordeste, à época que comandava os vocais da
banda The Silver Jets.
Já em 1965, abandonou a carreira acadêmica para dedicar-se somente à música e lançou seu disco intitulado O pão, o primeiro sucesso da carreira de quase meio século que viria.
No começo dos anos 70, Reginaldo abandonou de vez a cena rock'n roll
para se dedicar somente ao gênero popular, que mais tarde o tornou
reconhecido como "o Rei do Brega".
A partir dos anos 80, tornou-se um fenômeno de vendas no nordeste,
quando assinou contrato com a gravadora EMI e popularizou o "brega"
entre a parte "cult" da população.
Em 1999, o disco Reginaldo Rossi The King, que contou com
participação de Eramos Carlos, Roberta Miranda e do grupo Planet Hemp,
ultrapassou o número de um milhão de cópias vendidas.
Em mais de 50 anos de estrada, Reginaldo Rossi teve canções regravadas
por dezenas de artistas Brasil afora, em diversos estilos. Desde o forró
nordestino da banda Caviar com Rapadura até o rock goiano da banda
Pedra Letícia.
Reverenciado por cantores e compositores de todos os gêneros musicais,
ele deixa um legado de 28 álbuns gravados (entre LP's, CD's e DVD's),
além de 14 discos de ouro, dois discos de platina, um de platina duplo e
um disco de diamante.
VEJA FOTOS DE ALGUMAS CAPAS DE SEUS DISCOS
Por: Rosemberg Borges










